O Governo Interno
Existe uma confusão que custa cara ao fundador: a confusão entre controle
e domínio próprio.
Controle é o que você exerce sobre o externo. Controle da agenda.
Controle da equipe. Controle dos processos. Controle das variáveis do
negócio. O fundador é geralmente muito bom em controle — é isso que
o tornou fundador.
Domínio próprio é diferente. Domínio próprio é o que você exerce sobre
o interno. Sobre as emoções que surgem quando as coisas não vão como
planejado. Sobre as reações que seu ego quer ter quando é desafiado.
Sobre os impulsos que o cansaço e a pressão produzem. Sobre o ritmo do
coração quando a crise bate.
O controle nasce do medo de que, se você não controlar, tudo vai
desmoronar. O domínio próprio nasce do Espírito. "Porque não nos deu
Deus espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação"
(2 Timóteo 1:7). Moderação — a versão da palavra que muitas traduções
usam para o que o grego chama de sophronismos — é exatamente domínio
próprio.
O controle é externo e é limitado — você só controla até onde seu alcance
vai. O domínio próprio é interno e é ilimitado no sentido de que o
Espírito de Deus não tem limitação de alcance.
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OS QUATRO TERRITÓRIOS DO GOVERNO INTERNO
Há quatro territórios que todo fundador precisa governar antes de tentar
governar qualquer coisa ao seu redor.
O primeiro território é a mente. A mente do fundador é poderosa — e
por isso mesmo é o campo de batalha mais intenso. Paulo escreve que
devemos "levar cativo todo pensamento à obediência de Cristo" (2
Coríntios 10:5). Não suprimir o pensamento — capturá-lo. Examinar de
onde vem. Decidir se ele merece espaço. Os pensamentos que habitam sua
mente formam as expectativas que habitam sua vida. Governar a mente é
a base do governo interno.
O segundo território é as emoções. As emoções do fundador são amplificadas
pelo peso da responsabilidade que ele carrega. Quando as coisas vão bem,
a euforia pode produzir decisões imprudentes. Quando as coisas vão mal,
a depressão pode paralisar. Governar as emoções não é negá-las — é
não permitir que elas governem. Sentir raiva está tudo bem. Tomar
decisões a partir da raiva é o problema. Sentir ansiedade é humano.
Deixar que a ansiedade determine sua estratégia é desordem de governo.
O terceiro território é o corpo. O corpo é o veículo pelo qual tudo o
mais acontece, e o fundador frequentemente o trata como o território
mais negligenciável. Mas o corpo conta. O homem que não dorme o suficiente
toma decisões piores. O homem que não se exercita tem menos energia para
o que importa. O homem que não come com cuidado alimenta a inflamação
que afeta o humor e o pensamento. Governar o corpo é um ato espiritual —
"o vosso corpo é templo do Espírito Santo" (1 Coríntios 6:19).
O quarto território é as finanças pessoais. Separadas da empresa.
O fundador que não tem clareza sobre suas finanças pessoais — que não
sabe exatamente o que ganha, o que gasta, o que deve e o que tem —
não pode ser mordomamente fiel nessa área. Finanças pessoais em desordem
produzem decisões de negócio contaminadas por pressão e ansiedade
pessoais.
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O PROTOCOLO DA PAUSA
Há quatro perguntas que o homem que quer ter domínio próprio pode fazer
antes de reagir em qualquer situação de pressão.
A primeira: o que eu estou sentindo agora? Nomear a emoção tira dela
o poder de governar subliminarmente. Se você não sabe o que está sentindo,
a emoção governa sem permissão.
A segunda: o que esse sentimento está me dizendo? As emoções não são
inimigas — são mensageiras. A raiva frequentemente revela algo que foi
violado. A ansiedade frequentemente revela algo que você não entregou
a Deus. O medo frequentemente revela onde você não está confiando.
Ouvir a mensagem é mais útil do que suprimir o mensageiro.
A terceira: o que Cristo faria nesta situação? Não a resposta clichê —
a resposta real. O que o homem com sabedoria, amor e integridade faria?
Como uma pessoa governada pelo Espírito responderia?
A quarta: qual é a resposta que eu posso dar agora e me orgulhar amanhã?
Essa pergunta ancora a decisão presente no critério futuro. Muitas reações
que arrependemos não passariam por essa pergunta se ela fosse feita no
momento.
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DECLARAÇÃO DE GOVERNO INTERNO
Eu governo o meu interior antes de governar qualquer coisa ao meu redor.
Governo minha mente capturando os pensamentos que não servem a Cristo
e os substituindo por verdade.
Governo minhas emoções nomeando o que sinto e decidindo como respondo.
Governo meu corpo com sono, movimento e alimentação como atos de
mordomia.
Governo minhas finanças pessoais com clareza e intenção.
Não porque sou perfeito — mas porque escolhi ser governado pelo Espírito
em vez de pelos impulsos.
