LLEGADOUm ministério para homens

Capítulo 8

O Governo Interno

Capítulo 8 de LEGADO.

O Governo Interno

Existe uma confusão que custa cara ao fundador: a confusão entre controle

e domínio próprio.

Controle é o que você exerce sobre o externo. Controle da agenda.

Controle da equipe. Controle dos processos. Controle das variáveis do

negócio. O fundador é geralmente muito bom em controle — é isso que

o tornou fundador.

Domínio próprio é diferente. Domínio próprio é o que você exerce sobre

o interno. Sobre as emoções que surgem quando as coisas não vão como

planejado. Sobre as reações que seu ego quer ter quando é desafiado.

Sobre os impulsos que o cansaço e a pressão produzem. Sobre o ritmo do

coração quando a crise bate.

O controle nasce do medo de que, se você não controlar, tudo vai

desmoronar. O domínio próprio nasce do Espírito. "Porque não nos deu

Deus espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação"

(2 Timóteo 1:7). Moderação — a versão da palavra que muitas traduções

usam para o que o grego chama de sophronismos — é exatamente domínio

próprio.

O controle é externo e é limitado — você só controla até onde seu alcance

vai. O domínio próprio é interno e é ilimitado no sentido de que o

Espírito de Deus não tem limitação de alcance.

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OS QUATRO TERRITÓRIOS DO GOVERNO INTERNO

Há quatro territórios que todo fundador precisa governar antes de tentar

governar qualquer coisa ao seu redor.

O primeiro território é a mente. A mente do fundador é poderosa — e

por isso mesmo é o campo de batalha mais intenso. Paulo escreve que

devemos "levar cativo todo pensamento à obediência de Cristo" (2

Coríntios 10:5). Não suprimir o pensamento — capturá-lo. Examinar de

onde vem. Decidir se ele merece espaço. Os pensamentos que habitam sua

mente formam as expectativas que habitam sua vida. Governar a mente é

a base do governo interno.

O segundo território é as emoções. As emoções do fundador são amplificadas

pelo peso da responsabilidade que ele carrega. Quando as coisas vão bem,

a euforia pode produzir decisões imprudentes. Quando as coisas vão mal,

a depressão pode paralisar. Governar as emoções não é negá-las — é

não permitir que elas governem. Sentir raiva está tudo bem. Tomar

decisões a partir da raiva é o problema. Sentir ansiedade é humano.

Deixar que a ansiedade determine sua estratégia é desordem de governo.

O terceiro território é o corpo. O corpo é o veículo pelo qual tudo o

mais acontece, e o fundador frequentemente o trata como o território

mais negligenciável. Mas o corpo conta. O homem que não dorme o suficiente

toma decisões piores. O homem que não se exercita tem menos energia para

o que importa. O homem que não come com cuidado alimenta a inflamação

que afeta o humor e o pensamento. Governar o corpo é um ato espiritual —

"o vosso corpo é templo do Espírito Santo" (1 Coríntios 6:19).

O quarto território é as finanças pessoais. Separadas da empresa.

O fundador que não tem clareza sobre suas finanças pessoais — que não

sabe exatamente o que ganha, o que gasta, o que deve e o que tem —

não pode ser mordomamente fiel nessa área. Finanças pessoais em desordem

produzem decisões de negócio contaminadas por pressão e ansiedade

pessoais.

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O PROTOCOLO DA PAUSA

Há quatro perguntas que o homem que quer ter domínio próprio pode fazer

antes de reagir em qualquer situação de pressão.

A primeira: o que eu estou sentindo agora? Nomear a emoção tira dela

o poder de governar subliminarmente. Se você não sabe o que está sentindo,

a emoção governa sem permissão.

A segunda: o que esse sentimento está me dizendo? As emoções não são

inimigas — são mensageiras. A raiva frequentemente revela algo que foi

violado. A ansiedade frequentemente revela algo que você não entregou

a Deus. O medo frequentemente revela onde você não está confiando.

Ouvir a mensagem é mais útil do que suprimir o mensageiro.

A terceira: o que Cristo faria nesta situação? Não a resposta clichê —

a resposta real. O que o homem com sabedoria, amor e integridade faria?

Como uma pessoa governada pelo Espírito responderia?

A quarta: qual é a resposta que eu posso dar agora e me orgulhar amanhã?

Essa pergunta ancora a decisão presente no critério futuro. Muitas reações

que arrependemos não passariam por essa pergunta se ela fosse feita no

momento.

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DECLARAÇÃO DE GOVERNO INTERNO

Eu governo o meu interior antes de governar qualquer coisa ao meu redor.

Governo minha mente capturando os pensamentos que não servem a Cristo

e os substituindo por verdade.

Governo minhas emoções nomeando o que sinto e decidindo como respondo.

Governo meu corpo com sono, movimento e alimentação como atos de

mordomia.

Governo minhas finanças pessoais com clareza e intenção.

Não porque sou perfeito — mas porque escolhi ser governado pelo Espírito

em vez de pelos impulsos.

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