LLEGADOUm ministério para homens

Capítulo 4

Além da Presença

Capítulo 4 de LEGADO.

Além da Presença

Existe uma distinção que muda tudo, mas que raramente é ensinada com

clareza o suficiente para aterrissar de verdade na vida do fundador

cristão.

A distinção entre presença e comunhão.

Presença é estar. É ir à igreja. É fazer parte de uma célula ou de um

grupo de homens. É saber a história bíblica, conhecer os livros, falar

a linguagem do evangelho. É cumprir os rituais do pertencimento cristão

com regularidade suficiente para que ninguém questione sua fé.

Comunhão é outra coisa. Comunhão é ser governado. É ter uma relação

com Deus que muda como você toma decisões em segunda-feira de manhã,

não apenas como você se comporta no domingo. É uma intimidade que

interfere — que faz você parar antes de responder de um jeito que

arrepende, que te convence a dizer a verdade quando mentir seria mais

conveniente, que te move a orar antes de agir em vez de pedir perdão

depois de errar.

O fundador moderno é muito bom em presença. Tem todas as credenciais.

Mas muitos são estrangeiros à comunhão.

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A FÉ DE DOMINGO E A VIDA DE SEGUNDA

Há uma doença religiosa muito específica que afeta fundadores cristãos

em proporção assustadora: a compartimentalização da fé.

Ela funciona assim: o homem tem uma vida de fé e uma vida de negócios.

Em ambas ele é sincero — mas elas não se falam. A fé cuida do domingo,

do vocabulário espiritual, das decisões que têm conotação moral óbvia.

A vida de negócios cuida de tudo o mais — das negociações, das decisões

difíceis, dos momentos em que a ética cede à conveniência, das escolhas

que o homem faz sem perguntar "o que Cristo faria aqui?"

Essa compartimentalização é sofisticada. O homem que a pratica não

necessariamente mente para si mesmo sobre ela. Ele simplesmente não

fez a conexão. Nunca instalou a ponte entre o Cristo que ele louva no

domingo e o CEO que ele é na segunda.

Os sintomas são reconhecíveis: você tem padrões éticos diferentes para

o trabalho e para a fé? Você toma decisões de negócio sem orar? Você

separaria suas reuniões de conselho das suas práticas espirituais porque

"são contextos diferentes"? Você consegue dizer "Cristo é Senhor" e

ao mesmo tempo tomar decisões que demonstram que você é o senhor?

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QUANDO A FÉ VIRA RITUAL SEM GOVERNO

A fé que não governa produz três sintomas específicos no fundador.

O primeiro é a ansiedade crônica. O homem que clama fé mas não tem

comunhão real com Deus não tem fundamento para sua paz. A paz que Paulo

descreve — "que excede todo entendimento" — não vem de circunstâncias

favoráveis. Vem de uma relação real. Sem relação real, a paz é frágil

demais para aguentar a vida de um fundador.

O segundo é a inconsistência de caráter. O homem que é governado por

Deus tem uma consistência que independe do contexto. O homem que

praticamente a fé sem ser governado por ela muda conforme o ambiente —

generoso na célula, duro nas negociações; humilde no louvor, arrogante

nas reuniões; paciente com irmãos na fé, impaciente com a família em

casa.

O terceiro é o vazio espiritual crescente. Quanto mais tempo passa sem

comunhão real, mais o coração esvazia. Os rituais continuam — as igrejas

frequentadas, as dízimas pagas, os serviços voluntários — mas há uma

sensação de que algo está faltando. Porque está. O ritual sem presença

de Deus é forma sem substância.

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DIAGNÓSTICO: ONDE ESTÁ A COMUNHÃO?

Reserve cinco minutos. Responda cada pergunta devagar.

Quando foi a última vez que você tomou uma decisão de negócio perguntando

a Deus antes de agir?

Você tem um tempo diário com Deus que é genuinamente íntimo, ou é uma

obrigação cumprida?

O que mudaria nas suas interações desta semana se você realmente acreditasse

que Cristo está presente em cada uma delas?

Existe alguma área da sua vida de negócios ou família que você não

entregou a Deus porque sente que "Ele não entende o contexto"?

Quando você fica ansioso, seu primeiro movimento é para Deus ou para o

celular?

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ORAÇÃO DE REALINHAMENTO

Senhor Jesus,

Confesso que pratiquei a presença sem a comunhão. Que frequentei a Tua

casa sem me deixar governar por Ti. Que soube sobre Ti sem te conhecer

de verdade.

Quero mais do que isso. Quero que a Tua presença governe a minha segunda-

feira, as minhas negociações, as minhas conversas com minha esposa e

meus filhos. Quero que "Cristo é Senhor" seja uma afirmação sobre como

eu vivo, não apenas sobre o que eu creio.

Me ensina a depender de Ti. A buscar o Teu rosto antes de buscar soluções.

A confiar na Tua suficiência quando tudo ao meu redor grita que não

é suficiente.

Realinha o meu centro. Volta para Ti o que saiu de órbita.

Amém.

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